2016

2016

26 janeiro 2017

aqui podia ser feliz

uma coisa de que gostava - e ainda não perdi a esperança - era comprar uma casa antiga, cheia de tesouros escondidos, e renová-la, mantendo a traça original. um pé direito alto, tetos trabalhados ou com vigas de madeira, azulejos no chão, uma parede de tijolo, as janelas originais. enfim, era muito isto. mas, em vez de Barcelona, podia ser em Lisboa.



23 janeiro 2017

Dancing Years

atualmente, a velocidade da informação é tanta, que acabamos por não dar a devida atenção a coisas tão simples e tão bonitas como esta. ainda bem que parei para ouvir. uma semana que começa assim, vai ser uma boa semana.

Learn to Kiss | Valentine | Neon Lights | Places We've Roamed

22 janeiro 2017

beleza colateral

We’re here to connect. Love, time, death. Now these three things connect every single human being on earth. We long for love, we wish we had more time, and we fear death.

contam-se pelos dedos de uma mão - ou nem isso - as vezes que chorei no cinema. costumo dizer que não sou de lágrima fácil, e na verdade é quase uma inabilidade esta que tenho para não chorar. muitas vezes, quando sinto que tenho de o fazer (porque chorar, já se sabe, alivia a alma), vejo um filme tristíssimo ou ouço música que me traga recordações e só assim consigo abrir a torneira. com este filme foi tiro e queda.




14 janeiro 2017

gimme 5

regra geral, é ao fim de semana que temos mais tempo para ler. aproveitar os dias de sol e ir até uma esplanada tomar café com um livro por companhia ou, se a chuva e o frio se juntarem, ficar por casa, pegar numa chávena de chá, numa manta e perder as horas a ler. gosto de ambas as possibilidades. 
há muitas pessoas para quem o começo do ano significa também começar um novo livro, por isso aqui ficam cinco sugestões.

A Minha Herança, de Barack Obama
agora que, com muita tristeza (e revolta, nalguns casos), chega ao fim a Administração Obama, por que não ler ou reler a autobiografia do homem que governou o mundo nos últimos oito anos? a sua vida, as memórias, as dificuldades, tudo escrito na primeira pessoa. o homem antes do político. um livro de leitura fácil e, diria eu que já li, fascinante.




11 janeiro 2017

aqui podia ser feliz

para quem gosta de neve, não há nada melhor do que entrar num chalet na montanha, quentinho e acolhedor, a lareira acesa, os enormes janelões com vista para a serra toda branquinha. é o que imagino quando vejo casas como esta. e suspiro pelas passagens de ano na Serra da Estrela, em que somos todos mais felizes apenas por estarmos juntos.



10 janeiro 2017

gimme 5

ano novo, nova corrida aos festivais de cinema e respetivos prémios. os filmes que estreiam a partir de final do ano são indiscutivelmente melhores do que os que vemos em cartaz durante o verão, por exemplo. por isso, se há boa altura para investir umas tardes no cinema, é esta. a escolha é minha e a ordem perfeitamente aleatória. 

Aliados
a II Guerra Mundial é um dos temas que mais me interessa e é raro perder um filme sobre ele. mas, se além disso, for protagonizado pelo Brad Pitt e pela Marion Cotillard, e tiver pelo meio uma história de amor, passa para o nível de imperdível. já está no cinema desde o início de dezembro, por isso, se não viram, é melhor apressarem-se.




09 janeiro 2017

uma vénia

este vídeo espelha o porquê da minha tão grande admiração e do meu respeito por esta Mulher. antes do seu trabalho e de qualquer aparição pública, este discurso diz tanto. diria mesmo que diz tudo. 


03 janeiro 2017

be good, 2017

sempre ouvi dizer que, depois de se ter um filho, os pais nunca mais dormem da mesma maneira. não (só) porque os bebés choram, mas porque há algo em si que muda e que nunca mais os deixa descansar completamente.
quando alguém próximo tem um cancro, acontece mais ou menos a mesma coisa: cada telefonema é um sobressalto, cada resultado de um exame demora uma eternidade, cada melhora pode ser apenas temporária. o cancro - mesmo que não em nós - muda-nos. muda a forma de estar, a forma de olhar para a vida e para os outros, dá-nos uma noção de fragilidade e de finitude e de efemeridade com a qual não queremos ser confrontados. 

03 novembro 2016

do pouco que é tanto

lembro-me de ser miúda e achar graça à minha prima, que todos os verões fazia colónias de férias, e, no regresso, fechava-se no quarto com uma depressão pós-tudo-aquilo-que-correu-tão-bem-mas-acabou. hoje em dia, percebo-a como ninguém: como voltar à rotina depois de uma viagem perfeita e de dias felizes? não tendo sido propositado (não podíamos adivinhar o que a vida nos reservaria daí a dois ou três meses), esta viagem aconteceu no momento certo. obrigou-me a parar, suspender a vida por momentos e viver numa bolha, aproveitando o melhor dos lugares e das pessoas.

Coliseu de Roma

Fontana di Trevi
Fórum Romano

27 outubro 2016

aqui podia ser feliz

branco e cinzento. simples, assim. minimalista e acolhedora ao mesmo tempo. gosto sobretudo das plantas, que quebram este ambiente monocromático, e dos quadros, alguns abstratos, que são sempre a minha perdição.




(new) sushi in town

todas as semanas, sem dia certo, janto com um amigo na zona do Parque das Nações. fartos de hambúrgueres (de carne, peixe e vegetarianos), decidimos ir experimentar um novo sushi. novo para nós, porque pelos vistos abriu há uns meses, em fevereiro, mas só agora demos por ele. chama-se Wood Sushi e fica na Av. Dom João II, a mesma do Centro Comercial Vasco da Gama. 




25 outubro 2016

walls

há muito poucas bandas, talvez três ou quatro, que me fariam pagar pequenas fortunas para os ver em concerto. os Kings of Leon são uma delas. e têm disco novo. e eu adorei. agora que há álbum, pode vir o concerto. em Portugal ou noutro país qualquer aqui nas redondezas, que eu não sou esquisita. ;)

engano

"Bem, estas coisas têm altos e baixos... afastamento e ternura, ternura incrível seguida de incrível inacessibilidade, é assim que as coisas se passam entre pessoas que estão juntas há tanto tempo como nós. Aquilo em que eu penso em relação a ela é diferente. É o amor que existe porque é fragmentado. O momento roubado que não pode ser prolongado."

Engano, Philip Roth

20 outubro 2016

estado do tempo para hoje

não sou - nunca fui - muito expansiva nas minhas relações. sou extrovertida q.b., mas tenho uma espécie de barreira, que não me permite acolher grande parte das pessoas que vou conhecendo no meu círculo mais íntimo. graficamente falando, imagino uma espécie de uma bolha, onde só entra uma mão cheia de pessoas (talvez nem isso) a quem confio total, absoluta e abertamente as minhas preocupações. não é feito propositadamente, sou assim e pronto. não é defeito, é feitio.

18 outubro 2016

aqui podia ser feliz

uma casa dos anos 30, em Amesterdão. renovada, modernizada, mas mantendo tudo aquilo que lhe confere charme e a distingue: o chão de tábua corrida, a parede de tijolo na cozinha, as enormes janelas. e que dizer da lareira que separa a cozinha da zona de refeições? e das grandes portas de vidro, que as separam da sala? ou mesmo do tecto esconso no quarto e na casa de banho? é ver e adorar. 



17 outubro 2016

Roma

a viagem foi marcada pouco tempo depois de termos regressado de Amesterdão. é verdade que esta coisa das viagens vicia mesmo e, haja dinheiro!, eu viveria mesmo feliz se pudesse fazer três ou quatro viagens por ano. voo marcado, alojamento também. só falta o essencial: venham daí essas dicas de lugares imperdíveis, bons restaurantes e passeios a não perder. estamos a considerar também passar por Nápoles, por isso se tiverem sugestões, não se acanhem. :)

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muito cá de casa

de há uns anos para cá, a primeira frase que se ouve cá em casa ao acordar é bom dia amor. uma frase que fica invariavelmente sem resposta, a não ser um breve miado ou uns olhinhos curiosos que - na minha imaginação - escondem um para ti também.
o meu gato tem um nome - chama-se Eddie -, mas é de facto a palavra amor que melhor traduz o que ele representa. quem tem animais de estimação percebe que esta afeição é um laço que se cria. por vezes, como no meu caso, leva tempo e não foi amor à primeira vista, longe disso.

15 outubro 2016

Strudel

hoje era dia de comemorar o novo emprego de uma pessoa querida e fomos experimentar o brunch do Strudel. fui eu que escolhi o sítio, mas fiquei um pouco apreensiva depois de ler as críticas no Zomato, visto que boa parte delas falava do mau atendimento. das duas uma: ou tivemos sorte ou os restantes apanharam dias maus. ou então as críticas surtiram efeito e o serviço melhorou bastante. a verdade é que fomos bem atendidos e estava tudo impecável.


bom fim de semana

quer sejam daquelas pessoas que acordam cedo para correr ou, como eu, gostam é de estar na ronha até tarde, uma coisa que nunca pode faltar é música. por estes dias, são estas que se ouvem por aqui. 

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